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  Última atualização   17 de janeiro de 2019 | 01:25:38
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Hanseníase é tema do Janeiro Roxo


Incluída em: 11/01/2019 | 09:05


O calendário temático das campanhas de saúde é aberto em janeiro, com a mobilização que visa alertar para os cuidados que a hanseníase precisa ter. O Brasil é o segundo país do mundo com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados cerca de 30 mil novos pacientes. Com 28 de janeiro sendo o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, o objetivo desta data e deste mês é conscientizar para a importância do diagnóstico e tratamento corretos, ampliar a divulgação a respeito da doença e assim, diminuir o preconceito que ainda existe. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase também conhecida como lepra, foi estigmatizante e retirou milhares de pessoas do convívio social, mais especificamente no século passado.

Sintomas
Doença crônica que atinge pele e nervos, a hanseníase é caracterizada por: manchas esbranquiçadas, avermelhadas, acastanhadas, em qualquer parte do corpo e com diminuição ou ausência de sensibilidade, especialmente ao calor e ao toque; perda de pelos e alteração da sudorese na região das manchas; dormência em membros superiores e inferiores, além de nódulos que aparecem e desaparecem com frequência. O diagnóstico e o tratamento são essenciais para evitar ou minimizar as possíveis sequelas, conforme explica a enfermeira Cristina Filomena Lazzari Gomes, referência técnica do Programa Municipal de Hanseníase. “A doença causa lesões que podem gerar incapacidade, em graus mais avançados. O problema principal é a sequela deixada pela demora no diagnóstico”. Com tratamento medicamentoso e possibilidade de cura, a hanseníase tem diagnóstico comprovado por meio de exames clínicos e laboratoriais. “É muito importante não ignorar os sintomas e o mais rápido possível procurar o atendimento médico para evitar as sequelas e a transmissão para outras pessoas. Assim que o tratamento tem início, é interrompida essa transmissão infectocontagiosa, por isso também o diagnóstico rápido é tão necessário”, alertou Filomena. Transmitida por meio de gotículas que saem do nariz ou por meio da saliva, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen.

Programa Municipal de Hanseníase
Em 2018, quatro novos casos foram identificados e tratados pelo SUS em Poços, sendo um deles, o de um paciente de 15 anos de idade. Crianças e adolescentes representam 6% das estatísticas anuais de diagnóstico da doença. Três casos permanecem em tratamento. O Programa em Poços atende a casos encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde. A equipe do Programa é composta por enfermeira, dermatologista, nutricionista, laboratorista e técnica de enfermagem. Em caso de dúvidas ou de qualquer sintoma, é fundamental procurar atendimento médico na unidade básica de saúde mais próxima da sua casa ou no Programa Municipal de Hanseníase, com atendimento na sala 26 da Policlínica, das 12h30 às 16h30, de segunda a sexta.

ACS/Prefeitura de Poços de Caldas

 

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